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quarta-feira, 29 de junho de 2011

29 de Junho - Dia de S. Pedro e S. Paulo



Leituras do dia

Vésperas

1 Pedro 1:3-9
3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, 4 para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível, reservada nos céus para vós, 5 que pelo poder de Deus sois guardados, mediante a fé, para a salvação que está preparada para se revelar no último tempo; 6 na qual exultais, ainda que agora por um pouco de tempo, sendo necessário, estejais contristados por várias provações, 7 para que a prova da vossa fé, mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; 8 a quem, sem o terdes visto, amais; no qual, sem agora o verdes, mas crendo, exultais com gozo inefável e cheio de glória, 9 alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas.

1 Pedro 1:13-19
13 Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios, e esperai inteiramente na graça que se vos oferece na revelação de Jesus Cristo. 14 Como filhos obedientes, não vos conformeis às concupiscências que antes tínheis na vossa ignorância; 15 mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento; 16 porquanto está escrito: Sereis santos, porque eu sou santo. 17 E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor durante o tempo da vossa peregrinação, 18 sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais, 19 mas com precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo,

1 Pedro 2:11-24
11 Amados, exorto-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências da carne, as quais combatem contra a alma; 12 tendo o vosso procedimento correto entre os gentios, para que naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, observando as vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação. 13 Sujeitai-vos a toda autoridade humana por amor do Senhor, quer ao rei, como soberano, 14 quer aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem. 15 Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo o bem, façais emudecer a ignorância dos homens insensatos, 16 como livres, e não tendo a liberdade como capa da malícia, mas como servos de Deus. 17 Honrai a todos. Amai aos irmãos. Temei a Deus. Honrai ao rei. 18 Vós, servos, sujeitai-vos com todo o temor aos vossos senhores, não somente aos bons e moderados, mas também aos maus. 19 Porque isto é agradável, que alguém, por causa da consciência para com Deus, suporte tristezas, padecendo injustamente. 20 Pois, que glória é essa, se, quando cometeis pecado e sois por isso esbofeteados, sofreis com paciência? Mas se, quando fazeis o bem e sois afligidos, o sofreis com paciência, isso é agradável a Deus. 21 Porque para isso fostes chamados, porquanto também Cristo padeceu por vós, deixando-vos exemplo, para que sigais as suas pisadas. 22 Ele não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano; 23 sendo injuriado, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente; 24 levando ele mesmo os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro, para que mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados.

Matinas

S.João 21:15-25
15 Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu- lhe: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeirinhos. 16 Tornou a perguntar-lhe: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Pastoreia as minhas ovelhas. 17 Perguntou-lhe terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Entristeceu-se Pedro por lhe ter perguntado pela terceira vez: Amas- me? E respondeu-lhe: Senhor, tu sabes todas as coisas; tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas. 18 Em verdade, em verdade te digo que, quando eras mais moço, te cingias a ti mesmo, e andavas por onde querias; mas, quando fores velho, estenderás as mãos e outro te cingirá, e te levará para onde tu não queres. 19 Ora, isto ele disse, significando com que morte havia Pedro de glorificar a Deus. E, havendo dito isto, ordenou-lhe: Segue-me. 20 E Pedro, virando-se, viu que o seguia aquele discípulo a quem Jesus amava, o mesmo que na ceia se recostara sobre o peito de Jesus e perguntara: Senhor, quem é o que te trai? 21 Ora, vendo Pedro a este, perguntou a Jesus: Senhor, e deste que será? 22 Respondeu-lhe Jesus: Se eu quiser que ele fique até que eu venha, que tens tu com isso? Segue-me tu. 23 Divulgou-se, pois, entre os irmãos este dito, que aquele discípulo não havia de morrer. Jesus, porém, não disse que não morreria, mas: se eu quiser que ele fique até que eu venha, que tens tu com isso? 24 Este é o discípulo que dá testemunho destas coisas e as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro. 25 E ainda muitas outras coisas há que Jesus fez; as quais, se fossem escritas uma por uma, creio que nem ainda no mundo inteiro caberiam os livros que se escrevessem.

Divina Liturgia

2 Coríntios 11:21-12:9

21 Falo com vergonha, como se nós fôssemos fracos; mas naquilo em que alguém se faz ousado, com insensatez falo, também eu sou ousado. 22 São hebreus? também eu; são israelitas? também eu; são descendência de Abraão? também eu; 23 são ministros de Cristo? falo como fora de mim, eu ainda mais; em trabalhos muito mais; em prisões muito mais; em açoites sem medida; em perigo de morte muitas vezes; 24 dos judeus cinco vezes recebi quarenta açoites menos um. 25 Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; 26 em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha raça, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; 27 em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejuns muitas vezes, em frio e nudez. 28 Além dessas coisas exteriores, há o que diariamente pesa sobre mim, o cuidado de todas as igrejas. 29 Quem enfraquece, que eu também não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu me não abrase? 30 Se é preciso gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza. 31 O Deus e Pai do Senhor Jesus, que é eternamente bendito, sabe que não minto. 32 Em Damasco, o que governava sob o rei Aretas guardava a cidade dos damascenos, para me prender; 33 mas por uma janela desceram-me num cesto, muralha abaixo; e assim escapei das suas mãos. 1 É necessário gloriar-me, embora não convenha; mas passarei a visões e revelações do Senhor. 2 Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo não sei, se fora do corpo não sei; Deus o sabe) foi arrebatado até o terceiro céu. 3 Sim, conheço o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei: Deus o sabe), 4 que foi arrebatado ao paraíso, e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir. 5 Desse tal me gloriarei, mas de mim mesmo não me gloriarei, senão nas minhas fraquezas. 6 Pois, se quiser gloriar-me, não serei insensato, porque direi a verdade; 7 E, para que me não exaltasse demais pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de que eu não me exalte demais; 8 acerca do qual três vezes roguei ao Senhor que o afastasse de mim; 9 e ele me disse: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Por isso, de boa vontade antes me gloriarei nas minhas fraquezas, a fim de que repouse sobre mim o poder de Cristo.

S. Mateus16:13-19
13 Tendo Jesus chegado às regiões de Cesaréia de Felipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem? 14 Responderam eles: Uns dizem que é João, o Batista; outros, Elias; outros, Jeremias, ou algum dos profetas. 15 Mas vós, perguntou-lhes Jesus, quem dizeis que eu sou? 16 Respondeu-lhe Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. 17 Disse-lhe Jesus: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelou, mas meu Pai, que está nos céus. 18 Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do hades não prevalecerão contra ela; 19 dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares, pois, na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Veneráveis São Justino e São Simeão


COMUNICADO ESPECIAL DA SANTA ASSEMBLÉIA DE BISPOS DA IGREJA ORTODOXA SÉRVIA

Belgrado, Sérvia - Na seção desta tarde de 29 de abril de 2010, a Santa Assembléia de Bispos da Igreja Ortodoxa da Sérvia, adotou por unanimidade a proposta dos hierarcas diocesanos e incluiu nos Dípticos das santas igrejas ortodoxas os nomes do Arquimandrita Justino Popovic de abençoada memória, pai espiritual do Monastério de Celije perto de Valjevo (1894-1979), e chamado a partir de agora Venerável Justino de Celije; e o de Simeão Popovic, de abençoada memória, abade do Monastério de Dajbabe perto dePodgorica (1854-1941), a partir de agora chamado Venerável Simeão de Dajbaba.

A comemoração litúrgica do Venerável Justino ocorrerá no dia 01 de junho de acordo no calendário ortodoxo (14 de junho no calendário gregoriano), e a memória do Venerável Simeão será celebrada no dia 19 de março de acordo no calendário ortodoxo (01 de abril no calendário gregoriano).

A celebração formal dos recém-glorificados, escolhidos de Deus, será na Santa Liturgia Hierárquica do próximo domingo, 02 de maio, no templo de S. Sava, em Vracar, iniciando-se às 09 da manhã.

Nossos veneráveis e portadores de Deus Pais Justino e Simeão, orem a Deus por nós!

Bispo Irinej de Backa
Porta-Voz da Santa Assembléia de Bispos

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

O que é afinal "imagem e semelhança"?


O que é afinal "imagem e semelhança"?

por Fabio Lins

"A expressão 'de acordo com a imagem Dele' claramente refere-se ao aspecto da natureza Dele que consiste de mente e livre-arbítrio, enquanto que "de acordo com Sua semelhança" significa semelhança em virtudes, na medida em que isso é possível."
S. João de Damasco


Na queda, o homem perdeu a semelhança: deixamos de ser veículos de expressão da virtude ,que só pode vir de Deus; e a imagem ficou "danificada": nossa mente fragmentou-se e nosso livre-arbítrio defeituoso, cheio de inúmeros pequenos e grandes vícios que lhe tolhem
a liberdade de escolha. Este "órgão de tomar decisões", estando doente, faz com que tomemos decisões erradas e "erremos o alvo" da nossa vida que é Deus. Este é que é o significado da palavra "pecado" no grego do Novo Testamento "hamartia": errar o alvo.

Erramos o alvo porque nosso livre-arbítrio é viciado, cheio de "compulsões", ou, como diziam os Pais da Igreja, "paixões" que tem o mesmo radical de "passivo" ou "passividade" (tanto que em inglês diz-se "passions"). Paixões, portanto, são o preciso contrário do que o mundo moderna prega. Ao invés de serem 'afirmações e expressões da individualidade' da pessoa, são exatamente impressões, marcas que o ambiente provoca na pessoa, moldando-a, tolhindo seu livre-arbítrio. Quanto mais cheia de paixões for a pessoa, mais dominada pelo ambiente ela está, menos liberdade ela tem e mais passiva ela é em face do que a cerca, seja a natureza, campanhas de marketing ou a sociedade.

É por isso que o caminho de restauração da imagem passa necessariamente pela via ascética, a via da profunda disciplina. Trata-se de, com o auxílio de Deus, disciplinar as escolhas e as
vontades. Por vezes vemos santos tomando radicais ações de mortificação e ficamos vivamente impressionados. Não estarão violentando-se? Quem já viu uma turba enfurecida de grupos rivais de torcedores brigando sabe que existem situações nas quais medidas violentas são inevitáveis para acalmar os ânimos. Realmente, é possível que a polícia exagere na mão da repressão. Igualmente é possível que alguns santos - que apesar de santos não possuíam a perfeição ideal já que apenas Nosso Senhor Jesus Cristo é sem pecados - tenham exageado a mão. Mas assim como a polícia reprime em favor dos inocentes em volta, o santo disciplina-se em favor da salvação. As compulsões em muitos de nós foram tão excitadas ao longo dos anos pelo reforço e repetição dos mau-hábitos, pelo feedback positivo da sociedade aos nossos vícios que é necessário um "choque" para aquietá-los. Descobrir a medida certa é sempre uma operação delicada e por isso mesmo é que a orientação de um pai espiritual é necessária para que o remédio - especialmente se tiver que ser forte - não ultrapasse a necessidade.

A reunião da mente e do coração é uma necessidade absoluta. Vemos o caso mais radical de tal separação nos psicopatas e sociopatas, nos quais seus pensamentos, quase sempre muito inteligentes, não encontram o menor eco em seu coração. Esta é a razão de muitas pessoas,e admitamos, nós mesmos, tomarmos atitudes "cruéis". Nossa decisão, nossa idéia, não está unida ao coração. Igualmente é o motivo de pessoas de "grande coração" tomarem rumos irracionais,
evidentemente danosos e ilógicos. O coração delas, desvinculado da razão, é qual um navio sem leme, um navegador sem mapa ou bússola. Reunindo inteligência e coração estamos desfazendo o "esfacelamento" da imagem divina em nós.

Para fazer esta reunião apropriadamente é necessário curar o "Nous" o "órgão" que nos permite "ver" Deus. Presentemente, este Nous ora é abalado pelas tempestades do coração, aprisionado pelos limites da mente, e ora é arrastado na lama pelas nossas "passividades compulsivas", as paixões. Por isso o treino ascético constante na oração e na quietude é necessário. Uma vez aquietados os algozes que o agridem, o Nous começa a "curar-se sozinho", ou, melhor dizendo,
considerando que Deus está constantemente "reenergizando-o" com Suas próprias energias para que possamos vê-Lo, ele pode seguir seu rumo natural se estiver sem ataques.

A semelhança só é possível se imagem estiver saudável, isto é, as virtudes só podem ser expressas com uma mente (inteligência-coração) unificada e um livre-arbítrio sem entraves, isto é, sem vícios graves, sejam vícios por coisas diretamente destrutivas ou por prazeres e distrações. A Virtude não está em nós mesmos, mas em Deus. Ela pode se expressar através de nós se formos "veículos" adequados para isso, se o "cano" (nossa alma) estiver firme e sem rachaduras para que a água (as energias de Deus) passe. Um "cano com água abundante jorrando" é o homem santo. Ele é "corpo de Deus" porque naquele momento em que a água está nele, a água e ele são uma só coisa, ainda que composta. É por isso que a pessoa santa, quando diz que todo bem que pratica não vem dela mas de Deus, não está sendo falsamente humilde, mas expressando a mais pura verdade. Só Deus é santo, só Deus é perfeito e não há virtude em nós mesmos, mas podemos ser coparticipantes da virtude, da perfeição e da santidade divinas, conforme o próprio São Pedro nos ensina em sua 2a. epístola.

A salvação consiste precisamente na reconstrução da imagem e mais uma vez receber a semelhança; em restaurar nossa "sanidade espiritual" para a partir daí Deus poder se manifestar em nós, fazendo, assim, que sejamos Seu próprio Corpo. Nossa participação nela é nossa luta ascética diária, nossa "reforma espiritual", tornando este hoje miserável templo em habitação digna do Espírito de Deus.

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O texto que S. João de Damasco segura em seu ícone é:

"Antigamente, Deus, que é sem forma ou corpo, não podia ser retratado. Mas agora, quando Deus foi visto na carne conversando com os homens, faço uma figura do Deus que vejo. Não adoro a matéria. Adoro o Criador da matéria que se tornou matéria por amor de mim."

Burocrata de um reino árabe, ele foi um grande defensor dos ícones em uma época em que o próprio imperador do Império Romano era contra fazer imagens de Deus e santos.