segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Domingo do Filho Pródigo - Leitura do dia 08.02.2015

O Retorno do Filho Pródigo


E Jesus disse ainda: Um homem tinha dois filhos. Certo dia o mais moço disse ao pai: 
“Pai, quero que o senhor me dê agora a minha parte da herança.”
E o pai repartiu os bens entre os dois. Poucos dias depois, o filho mais moço ajuntou tudo o que era seu e partiu para um país que ficava muito longe.
Ali viveu uma vida cheia de pecado e desperdiçou tudo o que tinha. O rapaz já havia gastado tudo, quando houve uma grande fome naquele país, e ele começou a passar necessidade. Então procurou um dos moradores daquela terra e pediu ajuda. Este o mandou para a sua fazenda a fim de tratar dos porcos. Ali, com fome, ele tinha vontade de comer o que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada. 
Caindo em si, ele pensou: 
“Quantos trabalhadores do meu pai têm comida de sobra, e eu estou aqui morrendo de fome! Vou voltar para a casa do meu pai e dizer: ‘Pai, pequei contra Deus e contra o senhor e não mereço mais ser chamado de seu filho. Me aceite como um dos seus trabalhadores.’ ” 
Então saiu dali e voltou para a casa do pai.Quando o rapaz ainda estava longe de casa, o pai o avistou. E, com muita pena do filho, correu, e o abraçou, e beijou. E o filho disse: 
“Pai, pequei contra Deus e contra o senhor e não mereço mais ser chamado de seu filho!” 
Mas o pai ordenou aos empregados: 
“Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Ponham um anel no dedo dele e sandálias nos seus pés. Também tragam e matem o bezerro gordo. Vamos começar a festejar porque este meu filho estava morto e viveu de novo; estava perdido e foi achado.”
E começaram a festa. Enquanto isso, o filho mais velho estava no campo. Quando ele voltou e chegou perto da casa, ouviu a música e o barulho da dança. Então chamou um empregado e perguntou: 
“O que é que está acontecendo?” 
O empregado respondeu: 
“O seu irmão voltou para casa vivo e com saúde. Por isso o seu pai mandou matar o bezerro gordo.” 
O filho mais velho ficou zangado e não quis entrar. Então o pai veio para fora e insistiu com ele para que entrasse. 
Mas ele respondeu: 
“Faz tantos anos que trabalho como um escravo para o senhor e nunca desobedeci a uma ordem sua. Mesmo assim o senhor nunca me deu nem ao menos um cabrito para eu fazer uma festa com os meus amigos. Porém esse seu filho desperdiçou tudo o que era do senhor, gastando dinheiro com prostitutas. E agora ele volta, e o senhor manda matar o bezerro gordo!” 
Então o pai respondeu: 
“Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que é meu é seu. Mas era preciso fazer esta festa para mostrar a nossa alegria. Pois este seu irmão estava morto e viveu de novo; estava perdido e foi achado.”
Evangelho Segundo São Lucas 15:11-32

MEDITAÇÃO

Caríssimos,

A parábola do Filho Pródigo que lemos acima é um resumo de toda a Bíblia e da obra de salvação. 

Nela vemos o filho pródigo, qual Adão e Eva cometendo uma desobodiência e um desrespeito ao seu pai. Como nós, exilados de seu lar original, desperdiça os dons concedidos e acaba vivendo na sujeira que representa o pecado e entre porcos que representam os demônios. Depois de um tempo indeterminado nessa condição, o filho pródigo se arrepende, se lembra de seu pai, abandona a sujeira e os porcos e retorna humilde para seu lar, disposto a ser um servo. Quando está quase chegando o pai corre para recebê-lo e não o recebe como servo ou escravo - que é o que ele mereceria pela justiça - mas pela misericórdia o recebe como filho e ainda por cima o cobre em vestes de luxo, que representam o corpo glorificado que receberemos após a ressurreição, lhe concede uma festa que representa a vida santa no mundo que há de vir.

O filho mais velho e reclamão, reparem, não entra na festa. Ele estava fora da casa e *ele* se recusou a entrar, apesar do pai convidá-lo para fazer isso. Ele representa todos aqueles que foram "fiéis" à Igreja, foram muito "pieodosos" mas seu coração sempre permaneceu de pedra e sem compaixão ou misericórdia. Ficar de fora da casa, representa que esse filho mais velho condena a si mesmo ao inferno, pois ele prefere ficar fora da casa do pai do que celebrar o retorno do seu irmão.

Isso deve nos fazer pensar duas coisas: a primeira é que muita gente que consideramos ruins poderão futuramente entrar no céu. Será que nossas magóas contra elas vão fazer que prefiramos ficar de fora do céu e da presença de nosso Pai, só para não convivermos com elas? Temos realmente que ter muito cuidado para amar a Deus acima de *todas* as coisas, pois se amarmos algo que está fora da casa do Pai mais do que ao Pai, ficaremos de fora para não nos separarmos dessa coisa ou pessoa. Se odiarmos algo ou alguém mais do que amamos a Deus, podemos deixar de entrar caso vejamos que a coisa ou pessoa está lá.

Outro fato importante é o que a parábola ensina sobre o arrependimento. Normalmente pensamos que a pessoa que perdoa é a parte ativa e que o arrependimento é algo passivo. A parábola mostra que é exatamente o contrário. O perdão é a parte passiva e o arrependimento a parte ativa. Nem mesmo Deus pode "receber" algo que nós não oferecemos. O filho arrependido primeiro toma a decisão de se separar da sujeira e dos porcos, toma as ações para isso, e caminha ativamente de volta para casa para entregar a si mesmo como escravo. Apenas aí o pai corre para aceitar a sua volta. Deus pode receber qualquer um, não importando o tamanho do que tenha feito antes. Mas a pessoa deve buscá-lo com todas as suas forças, isto é, com fé, decisão e ações que expressam essa fé e decisão de uma vida arrependida e contrita.

Igualmente, devemos diferenciar nossa vontade de perdoar as pessoas e a vontade delas de se arrepender. Como cristãos devemos sempre estar prontos a perdoar (sermos mansos como as pombas),mas sempre estarmos atentos também se a pessoa tem tomado as iniciativas ativas do arrependimento (sermos prudentes como as serpentes).

Que as bençãos de nosso Senhor Jesus Cristo estejam sempre sobre nós!


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Leituras do dia 2015.01.07


Enquanto Apolo estava na cidade de Corinto, Paulo viajou pelo interior da província da Ásia e chegou a Éfeso. Ali encontrou alguns cristãos e perguntou:— Quando vocês creram, vocês receberam o Espírito Santo?Eles responderam:— Nós nem mesmo sabíamos que existe o Espírito Santo. — Então que tipo de batismo vocês receberam? — perguntou Paulo.— O batismo de João Batista! — responderam. Então Paulo disse:— João batizava aqueles que se arrependiam dos seus pecados. E também dizia ao povo de Israel que eles deviam crer naquele que havia de vir depois dele, isto é, em Jesus. Depois de ouvirem isso, aqueles homens foram batizados em nome do Senhor Jesus. Aí Paulo pôs as mãos sobre eles, e o Espírito Santo veio sobre eles. Então começaram a falar em línguas e a profetizar. Esses homens eram mais ou menos doze. Durante três meses Paulo foi à sinagoga e falou com coragem ao povo. Ele conversava com eles e tentava convencê-los a respeito do Reino de Deus. 
Atos dos Apóstolos 19:1-8

No dia seguinte, João viu Jesus vindo na direção dele e disse:— Aí está o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! Eu estava falando a respeito dele quando disse: “Depois de mim vem um homem que é mais importante do que eu, pois antes de eu nascer ele já existia.” Eu mesmo não sabia quem ele era, mas vim, batizando com água para que o povo de Israel saiba quem ele é. João continuou:— Eu vi o Espírito descer do céu como uma pomba e parar sobre ele. Eu não sabia quem ele era, mas Deus, que me mandou batizar com água, me disse: “Você vai ver o Espírito descer e parar sobre um homem. Esse é quem batiza com o Espírito Santo.” E eu vi isso e por esse motivo tenho declarado que ele é o Filho de Deus.
Evangelho Segundo São João 1:29-34



MEDITAÇÃO
Caríssimos,
continuando no tema do Batismo de Cristo, vemos no Evangelho de hoje que o Espírito Santo veio sobre Jesus, não para redimi-lO, pois Ele não possuía pecado, mas para anunciá-lo, para ensinar ao povo.

O Batismo de Jesus é prenúncio do Pentecostes. O que ocorre com Jesus Cristo no Jordão, ocorrerá mais tarde com os Apóstolos em Jerusalém. No primeiro caso, a missão do Espírito é apenas anunciar o Cristo, pois Ele é Todo Santo. No caso do Apóstolos, a missão é santificá-los, compartilhar com eles a santidade de Deus e aí sim, através deles e neles, o Espírito continua a missão iniciada no Jordão e os usa para anunciar o Cristo. Sendo assim, não há uma questão de confronto, entre o Batismo de João ou o Batismo do Espírito, mas ambos são pontas do mesmo Pão da Vida. O Batismo de João é de arrependimento e é nele que se inicia a vinda do Espírito Santo, a qual se completa no Pentecostes. O Pentecostes, por sua vez, só se torna possível porque Cristo nasce como um de nós, vive, é morto, ressuscita e ascende aos Céus. 

Vejam no Batismo de João que apenas Cristo é digno de receber o Espírito Santo. Apenas Ele é Todo Puro e Sem Pecado. Apenas quando nós participamos nEle por sua Encarnação, Morte e Ressurreição, é que também recebemos o Espírito Santo, não por nós, mas porque Ele recebe e nós estamos nEle.  Porque Jesus Cristo é o único digno da habitação do Espírito Santo e porque Ele uniu em Sua Pessoa a natureza humana com a divina é que seres humanos, por participação nEle, passaram a receber também o Espírito Santo. Lembremos sempre desse grande dom que recebemos: nosso corpo físico e nosso coração espiritual são habitação do Espírito Santo pela graça salvífica de Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos concede assim Sua dignidade para louvarmos e conhecermos o Pai.

Que as bençãos de Nosso Senhor Jesus Cristo estejam sobre nós!

Leituras do dia 2015.01.06


Pois Deus revelou a sua graça para dar a salvação a todos. Essa graça nos ensina a abandonarmos a descrença e as paixões mundanas e a vivermos neste mundo uma vida prudente, correta e dedicada a Deus, enquanto ficamos esperando o dia feliz em que aparecerá a glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo. Foi ele quem se deu a si mesmo por nós, a fim de nos livrar de toda maldade e de nos purificar, fazendo de nós um povo que pertence somente a ele e que se dedica a fazer o bem.
(...)
Porém, quando Deus, o nosso Salvador, mostrou a sua bondade e o seu amor por todos, ele nos salvou porque teve compaixão de nós, e não porque nós tivéssemos feito alguma coisa boa. Ele nos salvou por meio do Espírito Santo, que nos lavou, fazendo com que nascêssemos de novo e dando-nos uma nova vida. Deus derramou com generosidade o seu Espírito Santo sobre nós, por meio de Jesus Cristo, o nosso Salvador. E fez isso para que, pela sua graça, nós sejamos aceitos por Deus e recebamos a vida eterna que esperamos. Esse ensinamento é verdadeiro.Quero que você, Tito, insista nesses assuntos, para que os que creem em Deus se interessem em usar o seu tempo fazendo o bem. Isso é bom e útil para todos. 
Epístola de São Paulo a Tito 2:11-14,3:4-8

Naqueles dias, Jesus foi da Galileia até o rio Jordão a fim de ser batizado por João Batista. Mas João tentou convencê-lo a mudar de ideia, dizendo assim:— Eu é que preciso ser batizado por você, e você está querendo que eu o batize? Mas Jesus respondeu:— Deixe que seja assim agora, pois é dessa maneira que faremos tudo o que Deus quer.E João concordou. Logo que foi batizado, Jesus saiu da água. O céu se abriu, e Jesus viu o Espírito de Deus descer como uma pomba e pousar sobre ele. E do céu veio uma voz, que disse:— Este é o meu Filho querido, que me dá muita alegria!
Evangelho Segundo São Mateus 3:13-17


MEDITAÇÃO

Caríssimos,

o tema do evangelho de hoje é o Batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo, que também é chamado "Teofania" do grego "Teo" (Deus) e "fono" (som), ou seja, foi o momento onde se ouviu o "Som de Deus", Sua Santa Voz e que um dia cada um de nós ouviremos também. Também é chamado assim porque embora Cristo tenha se encarnado no Natal, foi em Seu batismo que Ele Se revelou para o mundo. Como esse evento é comemorado há muitos séculos pelos cristãos, existem diversas homilias que tratam dele. Hoje ao invés de comentar eu mesmo, traduzirei trechos da homilia de São João Crisóstomo sobre a Teofania. São João Crisóstomo, bispo de Constantinopla, foi considerado um dos maiores, senão o maior, orador cristão do 1o milênio. 

Homilia sobre a Teofania (Trechos)
São João Crisóstomo

Primeiro de tudo, é necessário dizer que não há apenas uma Teofania, mas duas. a primeira completa, já ocorrida e a segunda no futuro, que ocorrerá com glória no fim do mundo. Sobre as duas fala Paulo, em sua conversa com Tito. Assim diz ele da Teofania que já aconteceu: "Pois Deus revelou a sua graça para dar a salvação a todos. Essa graça nos ensina a abandonarmos a descrença e as paixões mundanas e a vivermos neste mundo uma vida prudente, correta e dedicada a Deus," e sobre a Teofania futura: " ficamos esperando o dia feliz em que aparecerá a glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo" (Titus 2:11-13). E um profeta fala o seguinte a respeito dessa última: "o sol se tornará escuro, e a lua se tornará sangue primeiro, então virá o grande e iluminado Dia do Senhor"(Joel 2:31).
(...)
E por que foi Cristo batizado, se isso não foi feito por arrependimento, nem por remissão dos pecados, nem para receber os dons do Espírito? (...) Qual o motivo que o próprio João declara, quer dizer, que Cristo deve se tornar conhecido das pessoas, como Paulo também menciona (João batizava com o batismo de arrependimento, para que através dele (João) as pessoas viessem a acreditar nAquele que vem (Atos 19:4). Se João tivesse ido até a casa de cada um, e postando-se à porta, tivesse defendido Cristo dizendo:"Ele é o Filho de Deus", tal testemunho teria sido suspeito, e tal ato seria considerado muito estranho.(...) Mas quando todas as pessoas vieram de todas a cidades do Jordão e postaram-se às margens do rio, e quando Ele mesmo veio se batizado e recebeu o testemunho do Pai através de uma voz celestial e pela vinda do Espirto em forma de uma pomba, então o testemunho de João sobre Cristo torna-se além de toda dúvida.
(...)
Percebem que o Espírito Santo não desceu como se fosse a primeira vez nEle, mas com o fim de apontar que ensinava por Sua inspiração; como um dedo, Ele apontava Cristo para todos. Foi por isso que Jesus foi batizar-se.
(...)
E vejam também que o Espírito desceu como uma pomba, pois onde há reconciliação com Deus, lá também estão as pombas. Também foi assim na arca de Noé, onde a pomba trouxe um ramo de oliveira - um sinal do amor de Deus pela humanidade e do fim do dilúvio. E agora, na forma de pomba, e não coporalmente, o Espírito desceu, anunciando a misericórdia universal de Deus e mostrando com isso, que o homem espiritual precisa ser gentil, simples, e inocente.


Que as bençãos de Nosso Senhor Jesus Cristo estejam com todos nós!

O Batismo de Cristo

O Batizado de Cristo

Explicação do Ícone


  • Cristo é representado semi-nu porque é o Segundo Adão. Com seu Batismo, Ele começa efetivamente a corrigir o mal que a queda de Adão fez a criação
  • Cristo não está submerso nas águas, porque a criação é que está submersa nEle. Seu batismo batiza toda a natureza.
  • Cristo pisa sobre as portas do Inferno e da Morte, embaixo das quais as serpentes são esmagadas. É o início do fim para o diabo, o inferno e a morte.
  • Os homenzinhos nos peixes são uma forma antiga de representar o Rio Jordão e o Oceano. Estão espantados com a glória de Cristo que é muito maior do que ambos.
  • Os anjos aguardam Cristo com panos e roupas. Todas as hostes dos céus O servem.
  • São João Batista olha para o Espírito Santo em forma de pomba pois Ele anuncia o Cristo como Filho de Deus.
  • Perto de São João Batista se encontra um machado que representa suas palavras em Mateus 3:10 "O machado já está pronto para cortar as árvores pela raiz. Toda árvore que não dá frutas boas será cortada e jogada no fogo. "
  • Observando tudo, ao lado do Profeta do Deserto, estão os Apóstolos André e João, que eram discípulos de João Batista antes de seguirem Jesus Cristo.
  • No topo, em grego, está escrito "O Batismo".
  • Em cima da cabeça de Cristo estão Sua iniciais em grego IC XC.
  • No halo de Cristo vemos Sua Cruz e as iniciais das palavras que Ele proferiu a Moisés no Monte Sinai (Eu sou "Eu Sou"), mostrando que quem está ali é o mesmo Deus do Antigo Testamento.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Leituras do Dia 2014.12.30



Por meio disso tudo, o Espírito Santo nos ensina, de modo bem claro, que a entrada para o Lugar Santíssimo ainda não foi aberta enquanto a parte da frente, que é o Lugar Santo, continuar sendo usada. Isso é um símbolo para hoje. Quer dizer que as ofertas e os sacrifícios de animais oferecidos a Deus não tornam perfeito o coração das pessoas que o adoram. Essas ofertas e sacrifícios têm a ver somente com comida, com bebida e com várias cerimônias de purificação. São regras externas que têm valor somente até que Deus renove todas as coisas. 
(...) 
Essas coisas, que eram cópias das realidades celestiais, deviam ser purificadas desse modo; mas as próprias coisas celestiais exigem sacrifícios bem melhores. 
Epístola de São Paulo aos Hebreus 9:8-10, 23

No dia seguinte, quando eles estavam voltando de Betânia, Jesus teve fome. Viu de longe uma figueira cheia de folhas e foi até lá para ver se havia figos. Quando chegou perto, encontrou somente folhas porque não era tempo de figos. Então disse à figueira:— Que nunca mais ninguém coma das suas frutas!E os seus discípulos ouviram isso.
Quando Jesus e os discípulos chegaram a Jerusalém, ele entrou no pátio do Templo e começou a expulsar todos os que compravam e vendiam naquele lugar. Derrubou as mesas dos que trocavam dinheiro e as cadeiras dos que vendiam pombas. E não deixava ninguém atravessar o pátio do Templo carregando coisas. E ele ensinava a todos assim:— Nas Escrituras Sagradas está escrito que Deus disse o seguinte: “A minha casa será chamada de ‘Casa de Oração’ para todos os povos.” Mas vocês a transformaram num esconderijo de ladrões! Os chefes dos sacerdotes e os mestres da Lei ouviram isso e começaram a procurar um jeito de matar Jesus. Mas tinham medo dele porque o povo admirava os seus ensinamentos. De tardinha, Jesus e os discípulos saíram da cidade. 
No dia seguinte, de manhã cedo, Jesus e os discípulos passaram perto da figueira e viram que ela estava seca desde a raiz. Então Pedro lembrou do que havia acontecido e disse a Jesus:— Olhe, Mestre! A figueira que o senhor amaldiçoou ficou seca. Jesus respondeu:— Tenham fé em Deus. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: vocês poderão dizer a este monte: “Levante-se e jogue-se no mar.” Se não duvidarem no seu coração, mas crerem que vai acontecer o que disseram, então isso será feito. 
Evangelho Segundo São Marcos 11:11-23

MEDITAÇÃO

Caríssimos,

na leitura de hoje, tanto na Epístola quanto no Evangelho, vemos o Espírito Santo nos alertar para não nos prendermos nos aspectos exteriores da vida religiosa. Os vendilhões do Templo, expulsos por Jesus, todos comerciavam nos sacrifícios exteriores, quando verdadeiramente acabavam impedindo o sacrifício real que Deus quer de nós e que o Apóstolo nos lembra que faz parte das "coisas bem melhores" que temos que oferecer. E que sacrifício seria esse? Vemos no Salmo 51:16-19:

Tu não queres que eu te ofereça sacrifícios; tu não gostas que animais sejam queimados como oferta a ti. Ó Deus, o meu sacrifício é um espírito humilde; tu não rejeitarás um coração humilde e arrependido. Ó Deus, com a tua bondade, ajuda Jerusalém e constrói de novo as suas muralhas! Então terás prazer em receber os sacrifícios certos e os animais que são totalmente queimados. E touros novos serão oferecidos no teu altar.

O sacrifício que Deus quer é nosso coração arrependido e feito humilde. As coisas bem melhores que devemos sacrificar são as coisas de nosso coração e de nossa alma. Se antes no templo se ofereciam animais, agora devemos sacrificar a Deus os "animais" de nossas paixões, desejos e impulsos, entregando a Deus um coração pobre, manso, puro, misericordioso, pacífico e humilde.

Reparem agora, nas bem-aventuranças, as promessas que Cristo faz aos que assim purificam o coração (S. Mateus 5:3-12). Prometem o Reino de Deus, o título de Filho de Deus e mesmo a visão de Deus. Tais promessas têm tudo a ver com o poder que Cristo mostra sobre a figueira. 

Antes da Queda, o homem era senhor sobre a natureza. A salvação trata da restauração desse estado anterior à Queda e de glórias ainda maiores. Mas é como novos Adãos e novas Evas que o homem tem poder sobre a natureza como Jesus explica no fim da passagem. Assim, com o verdadeiro sacrifício feito no coração, o homem purifica o templo interior do Espírito Santo que então restaura nele o estado anterior à Queda onde tínhamos poder sobre a natureza. E este é apenas o início das glórias!

Que as bençãos de Nosso Senhor Jesus Cristo estejam sobre todos nós!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Leituras do Dia 2014.12.29

"Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tem piedade de mim, um pecador."


Pois, se a primeira aliança tivesse sido perfeita, não seria necessária uma nova aliança. Mas Deus vê que o seu povo é culpado e diz:
“Está chegando o tempo, diz o Senhor, em que farei uma nova aliança com o povo de Israel e com o povo de Judá. Essa aliança não será como aquela que eu fiz com os antepassados deles, no dia em que os peguei pela mão e os tirei da terra do Egito. Não foram fiéis à  aliança que fiz com eles, e por isso, diz o Senhor, eu os desprezei.
Quando esse tempo chegar, diz o Senhor, farei com o povo de Israel esta aliança: Eu porei as minhas leis na mente deles e no coração deles as escreverei. Eu serei o Deus deles, e eles serão o meu povo. Ninguém vai precisar ensinar o seu patrício nem o seu parente, dizendo: ‘Procure conhecer o Senhor.’ Porque todos me conhecerão, tanto as pessoas mais humildes como as mais importantes. Pois eu perdoarei os seus pecados e nunca mais lembrarei das suas maldades.”
E, quando Deus fala da nova aliança, é porque ele já tornou velha a primeira. E o que está ficando velho e gasto vai desaparecer logo.
Epístola aos Hebreus 8:7-13

Jesus e os discípulos chegaram à cidade de Jericó. Quando ele estava saindo da cidade, com os discípulos e uma grande multidão, encontrou um cego chamado Bartimeu, filho de Timeu. O cego estava sentado na beira do caminho, pedindo esmola. Quando ouviu alguém dizer que era Jesus de Nazaré que estava passando, o cego começou a gritar:
— Jesus, Filho de Davi, tem piedade de mim!
Muitas pessoas o repreenderam e mandaram que ele calasse a boca, mas ele gritava ainda mais:
— Filho de Davi, tem piedade de mim!
Então Jesus parou e disse:
— Chamem o cego.
Eles chamaram e lhe disseram:
— Coragem! Levante-se porque ele está chamando você!
Então Bartimeu jogou a sua capa para um lado, levantou-se depressa e foi até o lugar onde Jesus estava.
— O que é que você quer que eu faça? — perguntou Jesus.
— Mestre, eu quero ver de novo! — respondeu ele.
— Vá; você está curado porque teve fé! — afirmou Jesus.
No mesmo instante, Bartimeu começou a ver de novo e foi seguindo Jesus pelo caminho.
Evangelho Segundo São Marcos 10:46-52

MEDITAÇÃO

Caríssimos,

O Natal é o início da Nova Aliança prometida pelo Senhor e lembrada pelo Apóstolo na epístola de hoje. A antiga aliança tratava da preparação de todo um povo com um só objetivo: que desse povo se levantasse uma mulher capaz e preparada para ser, literalmente em seu próprio corpo, a Arca da Nova Aliança, na qual a Palavra de Deus habitaria por nove meses e depois nasceria humildemente como um de nós.  Esta comparação é feita pelo próprio Evangelista São Lucas que faz diversos paralelos entre Maria e a Arca da Aliança em seu Evangelho. José, por sua vez, é chamado tradicionalmente de "o Justo". Um "justo", ou "tsadic", na religião judaica não é um mero elogio, mas um título, semelhante ao "santo" nas igrejas ortodoxa e romana. Refere-se a alguém completamente entregue a Deus e em quem a graça santificante encontrou um coração excepcionalmente mais receptivo. Assim, José e Maria cuidando de Jesus Cristo representam a Antiga e a Nova Aliança. A Antiga, como José, prepara, protege e dá espaço a nova. A nova reconhece, respeita e é grata a Antiga. Ambas servem a Nosso Senhor Jesus Cristo. A Antiga Aliança não chega a ver o Messias que lhe foi prometido. José falece antes do início do ministério de Jesus. Ele viu mais do Messias prometido que todos os profetas e heróis da Antiga Aliança, mas a plenitude da revelação estava destinada para a Nova Aliança.

No Evangelho de hoje temos um cego que chama por Jesus através de seu título da Antiga Aliança "Filho de Davi". Mas o que ele pede a esse descedente do antigo rei é mais do que reis e príncipes humanos podem dar. É cura e vida. Por tal fé, o homem cego dos olhos materiais via com os olhos do espírito. Correndo até o Cristo, o cego o chama de Mestre e, reconhecendo que era cego e incapaz de ver, declara que deseja ser curado.  Sua cegueira, claro, simboliza nossa própria cegueira no pecado, incapazes de vermos a luz de Deus. Ser cego é também símbolo de ser pecador. 

Assim vemos que o cego: 1) clama por Cristo insistentemente, e mesmo diante de Seu silêncio tem fé que será ouvido e atendido; 2) reconhece a soberania de Cristo, chamando-o de Meste e que mais do que líderes humanos, Ele pode o impossível; 3) reconhece que é cego/pecador.

Tendo sido curado, e diferente de tantos outros ingratos, o cego imediatamente começa a seguir o Cristo. Também o cego, que chamava Cristo de "Filho de Davi" representa a antiga Aliança, em vias de acabar, e todos nós presos as "alianças antigas" que tínhamos com o pecado e com a escuridão. Todas essas alianças antigas podem ser quebradas pelo Filho de Deus, para sermos admitidos na Nova Aliança, se O chamamos não pelo Seu nome da aliança antiga e carnal "Filho de Davi", mas aquele título da Nova Aliança que Pedro e os Apóstolos reconheram por inspiração do Espírito Santo: "Filho de Deus".  Como o cego, reconhecemos a soberania de Cristo chamando-o de Senhor, reconhecemos Seu infinito poder como Filho de Deus e que somos "cegos", isto é, pecadores. Por isso clamamos com insistência e humilde coragem: "Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tem piedade de mim, um pecador".

Que as bençãos de Nosso Senhor Jesus Cristo estejam sobre todos nós!

P.S.


Para compreendermos melhor o significado do termo "justo"(tsadic) atribuído a São José, e portanto entendermos a verdadeira a estatura espiritual do ancião pai adotivo de Cristo, segue abaixo a definição de Tsadic de acordo com um site judaico brasileiro:

O Tsadic
Segundo a opinião do Tanya, uma pessoa que passou por testes de força moral e de caráter, e não sucumbiu ao pecado em pensamento, palavra e ação não é exatamente o significado do termo tsadic. Este também não descreve a essência de um tsadic. Ao contrário, o título tsadic refere-se a uma pessoa que triunfou sobre sua alma animalesca. Esta vitória significa que ele expulsou, ou transformou em bem, o mal inerente a seu coração desde o momento em que nasceu.
No capítulo dez do Tanya, Rabi Shneur Zalman explica que há duas categorias gerais de tsadic.
Um tsadic imperfeito ou incompleto é alguém que conseguiu banir ou eliminar o mal dentro de si por meio de seu serviço Divino, como alude o versículo: "E erradicarás o mal de dentro de ti." Um tsadic perfeito ou consumado é alguém que não somente baniu qualquer traço de mal dentro de si, como também conseguiu transformar o mal em bem.
Conforme já destacamos, na sabedoria chassídica há uma distinção entre a faculdade do desejo da alma animalesca, e as "vestes imundas" nas quais a alma animalesca se veste. O poder do desejo não é necessariamente mau. Ele tem em si o potencial de ser atraído na direção do bem ou do mal. As "vestes imundas" nas quais a alma se veste são o produto da indulgência nos deleites físicos deste mundo. Assim como uma pessoa pode mudar de roupas à vontade, assim também pode tirar as vestes imundas que cobrem sua alma.
Banir e eliminar o mal
Deveria ser enfatizado que a transformação do poder do desejo da alma animalesca em amor a D’us caminha de mãos dadas com mudar completamente as vestes imundas. Devido a isto, o tsadic imperfeito, que não conseguiu transformar o mal em bem, também não conseguiu eliminar o mal dentro de si próprio. É por este motivo que o tsadic incompleto é também chamado "um tsadic que conhece o mal", ou "um tsadic no qual existe o mal", pois algum minúsculo vestígio do mal ainda permanece dentro dele, no lado esquerdo de seu coração. No entanto, em seu favor, devemos dizer que o vestígio do mal nunca é expresso em pensamento, palavra ou ação, pois "em razão de sua pequenez, é subjugado e anulado para o bem."
Rabi Shneur Zalman enfatiza que o nível de "um tsadic que conhece o mal" na verdade abrange miríades de níveis, que são classificados segundo a quantidade e a potência do mal que permanece dentro dele. Em um tsadic imperfeito, um vestígio do mal originário do elemento Ar permanece. Em outro, um traço do mal do elemento Terra sobrevive, e assim por diante. Em um tsadic incompleto, o mal é anulado pelo bem na proporção de um para sessenta. Em outro tsadic imperfeito, o mal é anulado na proporção de um para mil, ou dez mil, etc. Estas várias subdivisões na categoria do tsadic imperfeito são os níveis dos numerosos tsadikim encontrados em todas as gerações. Segundo o Tanya, este é o significado da declaração de Nossos Sábios, que "dezoito mil tsadikim ficam de pé perante o Eterno, bendito seja."
O mal não é sentido
O rei David declarou sobre si mesmo: "Meu coração está vazio (chalal) dentro de mim." Isso sugere que seu coração estava vazio da consciência da má inclinação. E a razão para isso está declarada no Talmud Yerushalmi: "pois ele o tinha matado através do jejum." A palavra chalal significa também um cadáver, implicando assim que depois que o Rei David tinha jejuado a tal ponto que destruiu sua má inclinação, tudo de que tinha consciência era o "cadáver" do yetser hará (yetser hará=inclinação para o mal) dentro dele. Este status é atingido por todo "tsadic que conhece o mal" na guerra contra a alma animalesca.
O tsadic imperfeito destruiu seu yetser hará, e cumpriu o versículo "erradicarás o mal de seu meio", embora às vezes o vestígio do mal que permanece dentro dele (o "cadáver" de seu yetser hará) demonstre sua presença. Mesmo assim, não tem efeito sobre ele (permanece um corpo sem vida, por assim dizer) e não pode perturbá-lo em seu serviço Divino ou impedi-lo de apegar-se a D’us.
Em contraste, o yetser hará do benoni (o sujeito que não é mais um pecador inveterado, mas não é um tsadic ainda) é passível de incomodá-lo ao máximo. Mesmo quando o benoni está ocupado com seu serviço Divino, e em meio a seu apego por D’us, maus pensamentos podem perturbá-lo. Para superar estes maus impulsos ele deve ir à guerra. No tsadic incompleto, porém, a aparência do mal é apenas transitória, e pode imediatamente ser ordenado a fugir sem qualquer luta. 
http://www.chabad.org.br/tora/cabalaterapia/cab125.html

E ainda:

O termo tsadic "justo", e seus significados associados, desenvolveram no pensamento rabínico do seu contraste Talmudico com hasid (honorifico "piedoso"), para sua exploração na literatura ética, e sua espiritualização esotérica na Cabala. 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tsadic

De um ponto de vista ortodoxo, podemos ver que o estado de "justo" ou tsadic era o mais próximo que um membro da Antiga Aliança podia chegar da santidade antes da Encarnação, Morte e Ressurreição do Filho de Deus. Na verdade podemos colocar os termos "Justiça" e "Santidade" como expressões do mesmo fenômeno antes e depois dos eventos gloriosos da Vinda de Cristo.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Leituras do Dia 2014.12.26


Jesus purifica as pessoas dos seus pecados; e todos, tanto ele como os que são purificados, têm o mesmo Pai. É por isso que Jesus não se envergonha de chamá-los de irmãos. Como ele diz: “Ó Deus, eu falarei a respeito de ti aos meus irmãos e te louvarei na reunião do povo.” Diz também: “Eu confiarei nele.” E diz ainda: “Aqui estou eu com os filhos que Deus me deu.”
Os filhos, como ele os chama, são pessoas de carne e sangue. E por isso o próprio Jesus se tornou igual a eles, tomando parte na natureza humana deles.
Ele fez isso para que, por meio da sua morte, pudesse destruir o Diabo, que tem poder sobre a morte. E também para libertar os que foram escravos toda a sua vida por causa do medo da morte.
É claro que ele não veio para ajudar os anjos. Em vez disso, como dizem as Escrituras: “Ele ajuda os descendentes de Abraão.” Isso quer dizer que foi preciso que Jesus se tornasse em tudo igual aos seus irmãos a fim de ser o Grande Sacerdote deles, bondoso e fiel no seu serviço a Deus, para que os pecados do povo fossem perdoados. E agora Jesus pode ajudar os que são tentados, pois ele mesmo foi tentado e sofreu.
Epístola de São Paulo aos Hebreus 2:11-18
Depois que os visitantes foram embora, um anjo do Senhor apareceu num sonho a José e disse:— Levante-se, pegue a criança e a sua mãe e fuja para o Egito. Fiquem lá até eu avisar, pois Herodes está procurando a criança para matá-la. Então José se levantou no meio da noite, pegou a criança e a sua mãe e fugiu para o Egito. E eles ficaram lá até a morte de Herodes. Isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito por meio do profeta: “Eu chamei o meu filho, que estava na terra do Egito.”
Quando Herodes viu que os visitantes do Oriente o haviam enganado, ficou com muita raiva e mandou matar, em Belém e nas suas vizinhanças, todos os meninos de menos de dois anos. Ele fez isso de acordo com a informação que havia recebido sobre o tempo em que a estrela havia aparecido. Assim se cumpriu o que o profeta Jeremias tinha dito:
“Ouviu-se um som em Ramá, o som de um choro amargo. Era Raquel chorando pelos seus filhos; ela não quis ser consolada, pois todos estavam mortos.”
Depois que Herodes morreu, um anjo do Senhor apareceu num sonho a José, no Egito, e disse:— Levante-se, pegue a criança e a sua mãe e volte para a terra de Israel, pois as pessoas que queriam matar o menino já morreram. Então José se levantou, pegou a criança e a sua mãe e voltou para a terra de Israel. Mas, quando ficou sabendo que Arquelau, filho do rei Herodes, estava governando a Judeia no lugar do seu pai, teve medo de ir morar lá. Depois de receber num sonho mais instruções, José foi para a região da Galileia e ficou morando numa cidade chamada Nazaré. Isso aconteceu para se cumprir o que os profetas tinham dito: “O Messias será chamado de Nazareno.”
Evangelho Segundo São Mateus 2:13-23

MEDITAÇÃO

Caríssimos,

Cristo Nasceu! A Ele Toda Glória!

Ontem celebramos o início de nossa Salvação, a realização das profecias do Antigo Testamento. Ontem celebramos o fato histórico de que o Criador do universo, a Palavra Divina, tendo humildemente habitado no útero de uma mulher como outrora as Tábuas da Lei habitaram na Arca da Aliança, nasceu misteriosamente para a redenção da humanidade, para limpar nossos pecados e nos libertar do jugo do demônio, elevando Consigo aqueles que crerem nEle.

No Evangelho de Mateus, logo depois da descrição do nascimento de Jesus Cristo, é narrado o morticínio que Herodes provocou na tentativa de matar Jesus. Nem bem chegara ao mundo e as forças do inferno,através daqueles cujo coração estava dominado por tal influência infernal, logo se pôs contra o frágil bebê para tentar destruí-lo. Tal é a vida do cristão, desde o início resistindo aos ataques do inferno.
Alegremo-nos portanto diante da Iluminante presença do Deus Vivo, Nosso Senhor Jesus Cristo, no mundo, mas ao mesmo tempo, estejamos atentos contra os ataques do inimigo. Deus sempre enviará Seus anjos para nos guiar, como guiaram aos Reis Magos e ao Justo São José.

Que as bençãos de Nosso Senhor Jesus Cristo na glória de Sua Natividade estejam sempre com todos nós!