
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
São Pedro, o Papa e os Protestantes

terça-feira, 21 de outubro de 2008
Estudo quebra estereótipos sobre cristãos ortodoxos

A maioria dos americanos sabe muito pouco a respeito do Cristianismo Ortodoxo. Para os que estão familiarizados com esta fé histórica, a associação comum é com as culturas russa ou grega.
Ter, 21 de Outubro Postado: 17:48 EDT
http://www.christianpost.com/article/20081021/study-breaks-stereotypes-of-orthodox-christians.htm
A maioria dos americanos sabe muito pouco a respeito do Cristianismo Ortodoxo. Para os que estão familiarizados com esta fé histórica, a associação comum é com as culturas russa ou grega.
Um novo estudo, entretanto, está quebrando estereótipos e trazendo novos insights sobre estes que estão entre os menos conhecidos cristãos do país.
Com um número estimado de mais de 1.2 milhões de aderentes nos EUA, as igrejas ortodoxas estão crescendo em número de membros e alcançando a visibilidade perante os americanos.
Embora as igrejas tenham sido historicamente comunidades étnicas e tenham se mantido distantes da cultura americana oficial, o primeiro estudo baseado em uma pesquisa nacional dos paroquianos ortodoxos mostra que eles são sim uma parte importante dos Estados Unidos.
Muitos paroquianos não estão buscando preservar sua herança étnica, de acordo com a pesquisa "Igreja Ortodoxa Hoje", recentemente lançado pelo Instituto Ortodoxo Patriarca Atenágoras - um membro associado da União Teológica de Graduação que existe para educar, comunicar e promover as tradições e culturas do Cristianismo Ortodoxo.
Entre os membros da segunda maior igreja ortodoxa dos EUA - a O.C.A. (Orthodox Church in America - Igreja Ortodoxa na América) - apenas 22% dos paroquianos disseram que sua paróquia possuía uma forte herança étnica que eles estariam tentando preservar; 37% disse que tal afirmação era "mais ou menos verdadeira", enquanto 41% disseram que "não é verdadeira".
Membros da Arquidiocese Ortodoxa Grega da America ( em inglês "Greek Archdiocese of America" - GOA) - a maior igreja ortodoxa no país - permanecem alinhados com sua herança com 59% dizendo que estão tentando preservar sua forte herança étnica e 10% indicando que não estão.
Ainda assim, o estudo destaca que nove em cada dez dos paroquianos das duas maiores igrejas ortodoxas no país são americanos nativos.
Os cristãos ortodoxos que são americanos nativos não se compõe apenas das gerações mais jovens cujos avós ou bisavós imigraram, mas uma porção significativa dos que participam das estatísticas são convertidos de outras fés cristãs. De acordo com o estudo, mais da metade do clero e dos leigos da OCA converteram-se de igrejas protestantes ou católico-romana. Nas igrejas ortodoxas gregas, 29% dos leigos são convertidos, assim como 12% do clero.
Alexei Krindatch, diretor de pesquisas do Instituto, acredita que muitos evangélicos estão passando para igrejas ortodoxas porque buscam por uma igreja não apenas com fortes crenças mas também com profundas raízes históricas. E uma das maiores razões para a conversão dos católico-romanos é seu descontentamento com as modernizações que a igreja tem feito para atingir os mais jovens, Krindatch destacou.
Além da quebra do estereótipo da igreja étnica, o estudo também descobriu que nem todos os cristãos ortodoxos são igualmente "ortodoxos", pois 41% dos membros da igreja descreveram sua posição teológica como "tradicional" enquanto facções consideráveis se indentificaram como "conservadores" (28%) ou "moderado-liberal" (31%).
Também encontram-se divididos sobre evolução e criacionismo no que se refere à educação pública, já que 33% apóiam o ensino do criacionismo ao invés da evolução nas escolas públicas americanas, 35% rejeitam essa idéia e 32% não têm posicionamento sobre a questão. Porém, 41% concordam que "a teoria da evolução é compatível com a idéia de Deus como Criador" enquanto 38% discordam.
Além da diversidade teológica e aumento dos fiéis americanos, Krindatch reforçou que os cristãos ortodoxos não comprometeram suas crenças e tradições.
"Eles não se ajustam à sociedade padrão", ele comentou.
Um indicador da convicção dos ortodoxos, destacou Krindatch, é sua visão consistente contra a ordenação de mulheres. O estudo mostra que apenas três em cada dez paroquianos apoiariam mulheres como acólitas ou diaconisas, e apenas um em cada dez acham que mulheres deve ser elegíveis ao clero ortodoxo. O estudo também mostrou que homens e mulheres expressaram a mesma opinião sobre a ordenação de mulheres.
Além disso, mais que dois-terços dos paroquianos dizem que preferem uma paróquia que exija uniformidade de crença e prática. Apenas um em cada quatro preferem paróquias que toleram a diversidade de crenças e práticas, nas quais as pessoas possuem visões diferentes e discutem abertamente seus desacordos.
A maioria, tanto na Igreja Ortodoxa Grega, quanto na Igreja Ortodoxa na América estão satisfeitos com onde estão agora, com quase a metade dizendo que estão "mantendo fielmente" suas tradições e que devem continuar a fazê-lo.
Ao mesmo tempo, 17% dos membros da Igreja Ortodoxa Grega e 25% dos membros da Igreja Ortodoxa na América sentem que estão "excessivamente apegados" ao seu passado e precisam repensar onde estão agora e decidir sobre novas direções.
Lilian Kwon
Repórter do Christian Post
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Mais sobre os Dias da Rússia no Brasil
Mais excelentes notícias sobre os dias de festa da Igreja Ortodoxa Russa no Brasil, trazidas pelo amigo Felipe Ortiz:
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Prezados amigos,
domingo, 12 de outubro de 2008
Dias da Igreja Russa no Brasil
Amigos,
estou partilhando com vocês a excelente notícia que nos traz o amigo Felipe Ortiz. O ícone abaixo é dos Santos Novos Mártires da Rússia, homens e mulheres que foram martirizados pelo comunismo, o socialismo internacionalista. Para explicações detalhadas sobre ele, basta clicar no ícone e serão dirigidos a detalhes de cada figura no site da Igreja Russa de Todos os Santos da América do Norte, na Virgínia. Uma vez no site, basta clicar em cada quadro, que surgirá a explicação.

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Prezados amigos,
A Igreja Ortodoxa Russa, cruelmente perseguida durante a era soviética, vem passando por um processo miraculoso de recuperação desde o final dos anos 1980. Em 1987, havia menos de sete mil paróquias em funcionamento em todo o país e o número total de mosteiros não chegava a vinte. Apenas vinte anos depois, já são quase trinta mil as paróquias em atividade, enquanto os
mosteiros são mais de setecentos.
Essa ressurreição da Igreja Ortodoxa na Rússia foi recentemente acompanhada por um outro evento não menos admirável: a reconciliação entre o Patriarcado de Moscou, que atua principalmente dentro do território russo, e a Igreja Ortodoxa Russa no Exterior, formada pelas comunidades da diáspora russa espalhada principalmente pela Europa Ocidental, Américas e Oceania. As duas partes da Igreja Russa, que não mantinham relações uma com a outra desde a
década de 1920, voltaram a se reconhecer mutuamente em 2007. Nessa ocasião, a Igreja Ortodoxa Russa no Exterior reintegrou-se ao Patriarcado de Moscou, como uma parte autônoma da Igreja Ortodoxa Russa.
A fim de celebrar esses eventos e, ao mesmo tempo, tornar a Ortodoxia russa mais conhecida e forte na América Latina, a Igreja Ortodoxa Russa, com o apoio do governo da Rússia (que atualmente colabora com a Igreja, em vez de persegui-la), realizará o evento Dias da Rússia nos Países da América Latina. Trata-se da excursão de uma grande comitiva de representantes da Igreja e da cultura russa, durante um mês (17 de outubro a 17 de novembro), por vários países latino-americanos.
Entre eles está o Brasil, que será visitado de 24 de outubro a 31 de outubro. De 24 a 26 de outubro, a delegação estará no Rio de Janeiro; em 27 e 28 de outubro, em São Paulo; e de 29 a 31 de outubro, em Brasília.
Os integrantes da comitiva incluirão: o Bispo João de Caracas, titular da Diocese Sul-Americana da Igreja Ortodoxa Russa no Exterior, consagrado recentemente (em junho) e que fará, nessa ocasião, a sua primeira viagem pastoral pela sua diocese; o Metropolita Platão de Buenos Aires, titular da Diocese Sul-Americana do Patriarcado de Moscou, que também aproveitará a mesma ocasião para uma nova viagem pastoral pela sua diocese; o Metropolita Hilarião de Nova York, primaz da Igreja Ortodoxa Russa no Exterior, em sua primeira visita à América do Sul depois de sua entronização como Metropolita, em maio deste ano; o Metropolita Cirilo de Smolensk, chefe do Departamento de Relações Eclesiásticas Externas do Patriarcado de Moscou, representando o Patriarca Aleixo II; e outros.
A programação incluirá diversas atividades:
a) Celebrações religiosas nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, com a participação de todos os hierarcas acima referidos, bem como de clérigos locais. Haverá uma Divina Liturgia na manhã de sábado, 25 de outubro, na Paróquia Russa de Santa Zenaide, no Rio de Janeiro; no anoitecer deste mesmo dia, haverá uma Vigília no mesmo local. Na manhã de domingo, 26 de outubro, ainda no Rio, haverá uma nova Divina Liturgia. Na manhã de terça-feira, 28 de outubro, já em São Paulo, mais uma Divina Liturgia, provavelmente na Catedral Antioquina de São Paulo. Todas essas cerimônias contarão com a presença de ícones e relíquias sagradas, trazidas da Rússia e dos EUA para a veneração dos fiéis brasileiros. Entre elas, o Ícone da Deípara (Nossa
Senhora) da Raiz e de Kursk, um ícone milagroso encontrado por um caçador em 1295 numa floresta próxima de Kursk, na Rússia, junto à raiz de uma árvore. O ícone verte bálsamo permanentemente e tem um odor que só pode ser descrito como celestial. Além desse milagre contínuo, inumeráveis outros milagres já foram operados pelo ícone. (Mais informações podem ser encontradas aqui: http://www.fatheralexander.org/booklets/portuguese/icon_kursk_p.htm)
Atualmente, o ícone é conservado na Catedral do Ícone da Deípara da Raiz e de Kursk, em Nova York, a sé diocesana do Metropolita Hilarião, que o trará consigo durante esta viagem pela América Latina.
b) A parte musical das cerimônias religiosas mencionadas acima ficará a cargo do Coral do Mosteiro do Encontro (em russo, Sretenskiy Monastyr'), que acompanhará a comitiva russa durante essa jornada latino-americana. Esse mosteiro fica em Moscou e foi fundado em 1397. Tem esse nome porque foi construído no local onde dois anos antes havia sido encontrado o Ícone
miraculoso da Deípara de Vladimir, que impediu a invasão da cidade pelos mongóis. Durante mais de quinhentos anos, o mosteiro foi um dos centros da vida monástica e espiritual moscovita, até ser fechado pelos comunistas em 1925 e ter a maior parte de suas dependências destruída pelo governo da URSS entre 1928 e 1930. Foi poupada apenas a histórica Catedral do Encontro do Ícone da Deípara de Vladimir; porém, esse edifício era utilizado com finalidades seculares. Em 1991, a Catedral foi devolvida à Igreja e retomaram-se as atividades religiosas ali. Em 1994, começou a reconstrução do mosteiro ao seu redor. Hoje o Mosteiro de Sretenskiy, novamente povoado de monges, é mais uma vez um notável centro espiritual para a cidade de Moscou e é, ele próprio, um testemunho vivo da história da ressurreição da Igreja na Rússia. O Coral desse Mosteiro, composto por fiéis leigos, é um dos melhores da Rússia e tem renome mundial. Além de cantar música sacra ortodoxa russa durante as cerimônias diárias do Mosteiro, o Coral tem
realizado apresentações em várias salas de concerto em todo o mundo; nesses concertos seculares, seu repertório compõe-se sobretudo de clássicos da música folclórica russa. Durante os "Dias da Rússia nos Países da América Latina", o público brasileiro terá a oportunidade não apenas de rezar ao som do Coro do Mosteiro durante as cerimônias religiosas mencionadas acima, mas também de apreciar as apresentações seculares do Coro durante três noites:
- domingo, 26 de outubro, no Rio de Janeiro, na Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo (a Antiga Sé);
- terça-feira, 28 de outubro, em São Paulo, no Teatro São Bento (Largo de São Bento);
- quinta-feira, 30 de outubro, em Brasília, no Teatro Nacional Cláudio Santoro, Sala Villa Lobos, às 21h.
Pelas notícias de que disponho até o momento, todas essas apresentações terão entrada franca.
Algumas amostras do que aguarda os ouvintes brasileiros podem ser encontradas no site oficial do Coro do Mosteiro:
http://choir.pravoslavie.ru/page1007_0.htm
(Clique em cada um dos ícones em forma de capa de CD ou de botão roxo, e, na tela que aparecerá a seguir, procure e clique em um dos pequenos botões verdes. Quando terminar a música, clique no botão verde seguinte, e assim por diante. Quando terminar tudo, volte para a tela anterior e repita o processo com outro ícone, e assim por diante.)
c) Em todas as três cidades brasileiras que serão visitadas pela comitiva russa, serão realizadas as exposições "Rússia Ortodoxa" e "Rússia Moderna", que exibirão diversas fotografias e objetos que documentam o renascimento espiritual e cultural da Rússia após o fim do regime comunista. A reconstrução das igrejas e o retorno do povo à fé depois da queda do regime ateu será um dos principais temas dessas mostras. Será também realizada uma exposição de livros publicados recentemente pela Igreja Ortodoxa Russa. Se há apenas vinte anos a publicação de literatura religiosa era praticamente proibida na URSS e a quase totalidade dos livros espirituais que circulavam por ali ou era de produção clandestina ou vinha contrabandeada do exterior,
hoje a Rússia é de longe o maior centro editorial de literatura cristã ortodoxa no mundo e exporta seus livros para as comunidades ortodoxas do mundo inteiro.
d) Em Brasília, será promovido ainda um Festival de Filmes Russos, com longa-metragens de ficção, documentários e desenhos animados contemporâneos de origem russa, que também dão testemunho do renascimento da cultura naquele país. De um modo geral, esses filmes inspiram-se, direta ou indiretamente, nos valores da fé cristã ortodoxa. Na programação inclui-se a obra-prima "A Ilha" (Ostrov), de Pavel Lungin, filmado em 2006. Esse filme,
elogiado pelo Patriarca Aleixo II e amado pela audiência ortodoxa do mundo inteiro, conta a história (fictícia, mas essencialmente semelhante a diversas histórias reais) de um monge asceta da época soviética que correspondia a um tipo particular de santo, o "louco por Cristo" --
indivíduo que, sob inspiração do Espírito Santo, assume uma conduta aparentemente bizarra ou extravagante. Serão apresentadas também várias outras preciosidades que dificilmente chegarão às telas dos cinemas brasileiros, incluindo documentários sobre a vida monástica na Rússia. O Festival será realizado de 29 de outubro a 3 de novembro, no Espaço Cultural
Marcantônio Vilaça do Tribunal de Contas da União. Todas as sessões terão entrada franca. Todos os espectadores ganharão como brinde um DVD com um dos filmes programados. A sessão de abertura contará ainda com a presença dos diretores e atores principais dos filmes do festival, que virão da Rússia para uma conversa com o público.
Para vários desses eventos, os horários e os locais exatos ainda não foram definidos ou divulgados. Convido todos os interessados, porém, a se programar desde já. Divulguem o evento entre seus amigos cristãos ortodoxos, bem como entre os amigos não-ortodoxos que desejam conhecer melhor a Ortodoxia. Será uma grande oportunidade de nos familiarizarmos melhor com a Ortodoxia Russa e travarmos ou reforçarmos o contato com os seus bispos diretamente encarregados da América Latina. Será também uma ocasião para testemunharmos em primeira mão alguns frutos da ressurreição da Igreja e da cultura espiritual ortodoxa na Rússia. Numa época na qual em quase todos os países do Ocidente (inclusive o Brasil) a influência do Cristianismo declina cada vez mais, enquanto cresce o materialismo e a irreligiosidade, é um
grande alento conhecermos melhor a experiência de uma nação que, pela graça de Deus e contra todas as expectativas humanas, está gradualmente passando pela experiência oposta.
Espero encontrar vocês em alguns desses eventos!
Em Cristo,
Felipe Ortiz
P.S.: Para obter informações sobre horários e locais exatos dos eventos, sugiro o contato com as seguintes entidades:
a) No Rio de Janeiro:
- Paróquia Ortodoxa Russa de Santa Zenaide
Rua Monte Alegre, 210
Santa Teresa
Tel.: (21) 2252-1471
- Consulado Geral da Rússia
Rua Professor Azevedo Marques, 50
Leblon
Tel.: (21) 2274-0097
b) Em São Paulo:
- Consulado Geral da Rússia
Avenida Lineu de Paula Machado, 1366
Jardim Everest
Tel.: (11) 3814-4100 ou 3814-1246
c) Em Brasília:
Avenida das Nações
SES, Quadra 801, Lote A
Tel.: (61) 3223-3094 ou 3223-4094
domingo, 14 de setembro de 2008
A Santa Cruz

A Santa Cruz é a nova Árvore da Vida em paralelo com aquela do Paraíso pois nela estava o Fruto da Vida.
Lembremos da passagem em Gênesis 3:22:
"Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente"
Quando o Homem quebrou o primeiro mandamento, de jejum da árvore do conhecimento do Bem e do Mal, afastou-se de Deus pela desobediência, trazendo sobre si a doença, o pecado e a morte.
Caso tomasse da Árvore da Vida nessa condição, seria eternamente doente, pecador e...espiritualmente morto, pois o fruto da Árvore da Vida o tornaria eterno na condição em que estivesse.
Esse foi o motivo da expulsão de Adão e Eva: a infinita misericórdia de Deus que não queria que nos tornássemos eternos em um estado de decadência sem fim. E foi também por esta ilimitada misericórdia que Deus nos enviou Seu próprio Filho, Ele mesmo o Fruto da Vida, o Pão da Vida (Eu sou o Caminho, a Verdade e A VIDA). Vejamos as Santas Escrituras em São João, capítulo 6:
32 Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu
Quem é que o Pai nos deus senão seu Filho? Ele é o Pão do céu como ele confirma em seguida:
33 Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.
Que também concorda com São João, capítulo 3:13:
Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu.
Aquele que desceu do céu, Aquele que o Pai nos deu é ele a Vida, Nosso Senhor Jesus Cristo, o que Ele diz de forma explícita em São João 6:51:
"Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo."
Sendo assim o madeiro da cruz torna-se o tronco árvore de onde o Pai nos concede o Fruto da Vida que outrora nos proibira. A ação redentora de Nosso Senhor tudo transfigura, tudo renova e um instrumento de morte se transforma em doador da Vida.
Sabemos também, através da última bem-aventurança em São Mateus 5
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.
e de São João 15:20
Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa.
Que a energia da Cruz é componente essencial da redenção, isto é como disse São Paulo ao Romanos (repare a condicional):
Ora, *se* já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos.
Ou seja, que *se* "morremos" com Cristo, ressuscitaremos em Cristo. Deixando morrer o "homem velho", carnal, das paixões, "crucificando-o", fazemos como São João Batista: "É necessário que *Ele* cresça e *eu* diminua" (S. João 3:30).
E de fato aí está a energia da Santa e Vivificante Cruz; a diminuição constante do nosso eu, da nossa vontade para que a Dele seja plena em nós e possamos dizer com o Filho para o Pai:
"Que se faça a Tua Vontade e não a Minha" (S. Lucas 22:42);
e como São Paulo:
"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim;" (Gálatas 2:20).
No dia da Liturgia são lidos os Salmos 22, 74 e 99 que profetizam a crucificação de Nosso Senhor. Isso demonstra que a Cruz faz parte da Salvação desde o início.
De fato, tramite-nos a Santa Tradição que o sacrifício redentor de Nosso Senhor é figurativamente mencionado já no proto-Evangelho do Gênesis (3:15) quando Deus diz à serpente: "E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e *tu lhe ferirás o calcanhar*."
Finalmente, Nosso Senhor explica para Nicodemos de que modo esta Vida Eterna nos foi dada:
E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado;
Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
(S. João 3:14-15)
A leitura da epístola do dia é 1 Coríntios 1:18:24 e o Evangelho é S. João 19:6-11, 13-20, 25-28 e 30-35, todos relacionados à Santa Cruz.
sábado, 13 de setembro de 2008
Realeza Monástica
Olá!Traduzi a divulgação deste livro para a Comunidade Monarquia Parlamentar Legítima e quis publicar aqui também. :)
Realeza Monástica
A vida de uma princesa não é apenas glamour, belos príncipes e bonitas roupas. Também é devoção ao dever, sacrifício pelo seu povo e simplesmente trabalhar muito duro. E se o seu país tiver passado por duas guerras mundiais e uma dominação comunista durante seu tempo de vida, isso signfica perigo e sofrimento, exílio e amargor.
A princesa Ileana da Romênia suportou tudo isto e mais. Mas sua fé ortodoxa profundamente arraigada lhe deu chão firme, e acabou levando-a na terceira idade ao repouso sereno do monasticismo.
Mas esta vida também significava sacrifício e trabalho duro, pois como Mãe Alexandra ela fora chamada a construir o primeiro monastério feminino de língua inglesa nos Estados Unidos: o Monastério da Transfiguração em Ellwood City, Pensilvânia. A história da Princesa Ileana é um conto empolgante de amor e perda, perigo e resgate, sacrifício e recompensa. Sua inspiradora vida é como um farol de fé e santidade para moças de todas as épocas e nações.

" Royal Monastic é uma leitura completa e prazerosa para qualquer idade. Os leitores irão ficar admirados com a mulher que viveu em três continentes ao longo do período mais conturbado da história moderna - uma mulher que de algum modo conseguia se identificar com todos que encontrava, e de outros não era como ninguém no mundo."
- Mãe Cristófora, Abadessa do Monastério Ortodoxo da Transfiguração
" Royal Monastic é uma excelente e envolvente biografia de uma princesa verdadeiramente notável que se torna uma monástica. Mãe Alexandra é um exemplo das virtudes cristãs ortodoxas do amor, sofrimento e auto-sacrifício."
Chrissi Hart, autor de Under the Grapevine: A Miracle by Saint Kendeas (Sob a Vinha: Um Milagre de São Kendeas) e The Hermit, The Icon and The Emperor: The Holy Virgin Comes to Cyprus (O Eremita, O Ícone e O Imperador: A Santa Virgem Vem ao Chipre)
http://www.conciliarpress.com/pro
Clique aqui para uma análise de Mãe Alexandra sobre o Pai Nosso e sobre a Oração de Jesus (em inglês)
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
A Cidade e as Estrelas
São estórias que descrevem seus personagens completamente imersos em mundos que de alguma forma foram planejados para aprisionar seus habitantes, tolhindo sua própria humanidade, ou que ao menos, ainda que inadvertidamente, acabam por fazê-lo.
São livros como 1984, Admirável Mundo Novo, A Cidade e as Estrelas, filmes como Matrix, O Show de Truman, seriados como Lost, Arquivo X. O que todos estas obras têm em comum é o mote principal do personagem imerso em uma rede de mentiras, às vezes tão radical, que o mundo em si é uma mentira.
Eu posso estar enganado, mas a primeira obra que aponta nesta direção é Othelo de Shakespeare. Ali, Othelo é enredado em uma teia de falsidades engedrada por Iago. Iago domina completamente o mundo subjetivo de Othelo, que passa a viver em uma realidade virtual primitiva.
Depois temos As Viagens de Gulliver, na qual não existe uma rede de mentiras propriamente ditas, mas os habitantes de cada país são absolutamente provincianos em sua perspectiva de vida, o que não deixa de ser uma prisão subjetiva virtual.
Em todas estas obras, quando há um planejador da mentira, ele é, ainda que bem intencionado, representado como profundamente maligno ou, ao menos, um sociopata. Se o responsável for a sociedade inteira, esta é apresentada como doente e auto-destrutiva, digna de reprovação.
A tentação, o pecado fundamental que tais obras expõem é talvez um dos mais antigos da humanidade. No primeiro milênio do Cristianismo foi exercitado principalmente pelos gnósticos. Trata-se da soberba de um ou de muitos em tentar imprimir no mundo real o mundo de sua imaginação e pensamento.
Para tais pessoas, o mundo real é detestável e igualmente detestáveis são os elementos da realidade que porventura encontram.
Iago detesteva a felicidade de Otelo e a ascenção de Cássio. Por isso cria seu mundo particular com o fim exclusivo de destruí-los. Os provincianos detestam o mundo exterior. O ódio ao mundo tal como ele é caracteriza e justifica a criação do mundo virtual que deve substituí-lo na subjetividade das pessoas dado que mudar o próprio mundo real em si é impossível. O estado de queda, ao invés de gerar maior vontade de redenção projeta sobre inocentes sua própria condição descendente e, acentuando-a, busca detê-la através da destruição do falso causador.
Nossa época viu a ascensão de tais obras simplesmente porque foi o século no qual a realidade foi mais detestável para todos os envolvidos nela.
A prosperidade de muitos países que pela primeira vez tiraram o homem da miséria foi um dos mais destestados elementos do século.
As conquistas da ciência, os ápices espirituais da religião...nossa época detestou de tudo um pouco e muitos foram os que resolveram que "outro mundo é possível" - nazistas, fascistas, comunistas, socialistas - e não hesitaram em matar em nome desse sonho sufocante.
Cada nova geração, ao contemplar as mortes geradas pela anterior, e julgando-se naturalmente mais genial, sonha então um novo mundo e joga-o sobre nós, através de milhões de Iagos recitando para si mesmos sua cantilena " And what's he then that says I play the villain? When this advice is free I give and honest," (Quem dirá pois que faço o papel de vilão? Posto que meus conselhos são gratuitos e honestos)
Pois nada há mais detestável do que o excelente sempre tomado pelos que o desconhecem como vil. A humanidade matou e mata seus melhores homens e o mesmo faz com suas perspectivas.
Ser bom é tolerável, ser excelente é insuportável. Vemos isso acontecer não apenas nas grandes coisas. Também nas pequenas o fenômeno é comum. São "superiores" e "amigos" que sabotam o crescimento do próximo , colegas que sequer teriam algo a perder com o crescimento do outro e ainda assim o derrubam.
Tudo por vaidade, diria o velho Salomão. Não sei. Sei porém que o que me atrai nas estórias que mencionei é a possibilidade de fuga dessa pseudo-realidade abissal.
É bem verdade que nem todas a tem, mas a simples escrita dela já pressupõe uma mente que não se deixa enredar. Existe uma porta no céu artificial de Truman. Existe uma saída.
Não como os gnósticos pensavam, uma saída do mundo mal falso que seria o mundo material para um bom mundo espiritual que seria o verdadeiro. Existe a saída do falso mundo da nossa subjetividade pessoal e coletiva, controlado por ilusões, para o bom mundo real e objetivo. Tal é a liberdade verdadeira e, creio, o primeiro passo de nossa parta na salvação.